Capítulo 4 quaaaaase no fim! E mais uma resenha da TMJ 45!
Primeiro, as páginas:
E agora, a resenha:
Resenha: Turma da Mônica Jovem 45
Oi! Fazendo
aqui mais uma resenha de Turma da Mônica Jovem.
A edição 45,
como o título diz, fala sobre o bullying. Era de se esperar que a revista, que
tem andado com um tom didático, falasse sobre isso de forma mais direta. Na
edição 33, na qual aparece a gordinha Isadora, o tema foi abordado, só que de
maneira bem sutil, sem que a palavra bullying aparecesse sequer uma vez. E acho
que, na 45, essa sutileza faltou.
A história
começa com Quinzinho no treino de futebol com os amigos. Apesar da torcida
superempolgada da Magali, Quim não vai nada bem como goleiro, e os outros
garotos ficam preocupados com o que vai ser do jogo que teria no dia seguinte.
Quim sai do treino triste, e começa um monólogo sobre como ele é inútil e não
entende porque a Magali ainda tá com ele
(aquela coisa de quem tem baixa auto-estima). Não que tenha ficado ruim, foi
até um bom começo de conflito.
Eis que
então Quim vê a solução para tudo num panfleto. Ele decide sair do time (deixando
o Tikara no lugar dele, no jogo) e ingressa numa academia de culinária famosa e
renomada. Afinal, ele é um bom cozinheiro, e, claro, Magali fica feliz com a
novidade.
Mas lá
dentro, as coisas são mais difíceis do que aparentam. Além de Quim, há outros 3
alunos na academia, que eram: Giovanni Carbonara, filho do dono de uma das
maiores redes de restaurante italianos da cidade, Johann Bratwurst, filho de um
grande chef de comida alemã e Arsênio Polônio, da família de bioquímicos que
deixou a ciência para se dedicar à gastronomia molecular (isso era o que tava
na revista, seja lá o que for gastronomia molecular). E o Quim (que eu descobri
que é apelido de Joaquim!), coitado, era só filho do padeiro. Dá pra imaginar a
bagunça que fizeram com ele...
A partir
daí, o Quim passou a sofrer as implicâncias dos outros garotos do curso, que
inclusive sabotavam os pratos dele. E o Quinzinho não contava nada pra ninguém,
pra não deixar ninguém preocupado. Ele até tentou pedir ajuda ao professor, mas
ouviu um papo de que “o mundo da culinária é assim, se você não aguenta nem as
aulas, é melhor desistir”. O negócio é que, mesmo o Quim escondendo, a Magali
ficou desconfiada de como ele andava calado e abatido, e foi até a academia
verificar as coisas. Lá, Giovanni, Johann e Arsênio, na maior cara-de-pau,
fingem que são amigos de Quim e ficam dando em cima da Magali.
Depois
disso, eles conversam à só com o namorado de Magali e ameaçam-no para que ele
leve a garota até à academia “de vez em quando”. Quim, para evitar problemas
para a namorada, termina com ela (a propósito, os desenhistas da TMJ ainda
precisam aprender a desenhar lágrimas). Gente, vocês precisam ver a cara que a
Mônica fez quando soube. Parecia que tinham terminado com ela! Ela foi tirar
satisfações com o Quim, e foi quem acabou descobrindo que ele estava sendo
ameaçado.
Aí começa o
erro da história (a meu ver). A conversa que eles tem, a Mônica falando, parece
até uma psicóloga especialista em bullying. Aliás, achei legal ela falar que
nunca sofreu bullying: “É verdade que eu não curtia... [os meninos pegando no
pé dela] Mas isso é muito diferente, Quim. O Cebola, Cascão, Xaveco... eram
meus amigos! Amigos brigam e zoam um com o outro o tempo todo! E depois da
briga, logo a gente estava brincando de novo!”. Desconfio até que fizeram a
história só pra dar essa justificativa ^^...
Mas enfim, o
discurso da Mônica, “Você está fazendo o que eles querem!”, “Bulliyng não é
apenas sobre brigar ou xingar. É sobre isolar você”, “É sobre fazer você se
sentir sozinho”, parecia uma especialista falando, e fica estranho ouvir isso
de uma garota briguenta... E o discurso final do Quim, depois que a turma ajuda
ele a ter uma “vingancinha” e ele resolve sair da academia, pois o professor
insiste em se omitir, ficou mais forçado ainda. “Não preciso de uma escola
omissa! Uma escola que tolera o bullying!”, “[Não preciso de] Um professor que
deixa seus alunos praticarem bullying! E ainda acha que a vítima precisa
suportar!”, “Ninguém pode tolerar o bullying! Ninguém pode achar ‘normal’!”.
Novamente,
discursos demais, muito didáticos, e meio forçados de se ler... Não parece uma
coisa natural do personagem... Na TMJ 33, eles fizeram uma história bem melhor,
sem precisar usar a palavra Bullying uma única vez, e sem precisar a personagem
fazer um discurso quilométrico sobre como ela superou tudo, como todos deveriam
se atentar par o fato, e blá, blá, blá... A mensagem final da Mônica, então, pareceu coisa de cartilha...